Vai lá Brasil!!!

E Começaaaa o jogo…

É hoje que vamos soltar “o grito do peito” para torcer para nossa seleção brasileira. Muito gente esperava por esse momento…o momento de termos uma Copa do Mundo em nosso País…mas infelizmente o Governo brasileiro com a chamada corrupção, quase que nos tira essa alegria! Acho que é um pouco tarde para cobrar de uma única vez todo o mal que o Governo provoca na população brasileira, mas também acho que não podemos simplesmente cruzar os braços. Bom, o que fazer então? Agora vamos levantar os braços, fazer uma festa linda, torcer pelo nosso futebol e mostrar para a “Gringaiada” que não somos “Tupiniquins”, que não somos desordeiros, mal educados. Pelo contrário, o brasileiro é alegre, hospitaleiro e boa gente (alguns, claro). E depois que acabar tudo isso, de preferência em Outubro (esse ano tem Eleições), vamos dar a resposta nas Urnas.

Particularmente estou muito feliz com essa Copa e aqui em casa estamos fazendo os últimos preparativos para receber todos os convidados dos meus patrões. Eles compraram muitos enfeites verde-amarelo, muitas bandeiras da seleção, estamos preparando vários petiscos. Vai ser uma festa muito linda, ainda mais se o Brasil ganhar.

Lembrando:

Jogo: BRASIL X CROÁCIA

Horário: 17hs

Grito de guerra: Vai láaaaaaaaa Brasillllll !!!

Biografia e Infância

          Bom, não sou lá essas escritoras, que escrevem palavras, poemas ou frases bonitas, mas através de simples palavras tento descrever, sentimentos, emoções, “coisas”, e a vida. Como gosto de descrever sobre a vida, contar detalhes, ler e aprender coisas novas.
          Nasci no interior de São Paulo, na cidadezinha de Borá. Quando digo “cidadezinha” é porque ela é conhecida como o menor município do Brasil, claro que não é tão conhecida assim…É a melhor cidade do Mundo. Se dependesse de mim, não trocaria por nada
aquele lugar. Bom, mas tive que trocar…Tenho apenas 25 anos, mas uma maturidade de uma pessoa de 40 anos e espírito de uma de 15 anos. Moro sozinha e trabalho como empregada doméstica na casa de pessoas maravilhosas em São Paulo. 

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          Vivi uma infância maravilhosa com meus pais amados, dona Sonia e seu José. Meus irmãos Paulo, Marquinhos, Ana e Maria completavam minha família…uma verdadeira família. Minha mãe cuidava do lar e dos 5 filhos com muito amor, dedicação e disciplina, meu pai trabalhava em um sítio bem próximo da cidade.

          Praticamente 99,99% da cidade de Borá conhecia nossa família porque minha mãe vendia verduras e legumes vindos do sitio que meu pai trabalhava. Tínhamos uma pequena barraca vermelha montada na porta da nossa casa. Todos os dias pela manhã meu pai colhia os legumes e verduras fresquinhas na horta e levava para nossa barraca no qual vendíamos praticamente tudo.

          O chefe do meu pai era um homem muito rico e em gratidão aos mais de 20 anos de trabalho do meu pai, lhe presenteou com um “pedacinho” de terra para que dela pudéssemos aumentar nossa renda familiar. Foi aí que a mamãe teve a ideia de criar uma horta, algumas galinhas e porcos. Então todos os dias, o pai levantava muito cedo, ía até o sítio, fazia a colheita dos legumes maduros, levava até a mamãe e voltava para cuidar da fazenda.

          Meu pai era muito trabalhador e preocupava-se por demais da nossa família, porque, como ele próprio dizia, nós éramos o seu bem mais precioso. A mamãe, não tenho nem palavras para descrever o quão amorosa ela era com suas crias.

          Todos os dias pela manhã, eu e meus 4 irmãos ia para a escola. Até o término do 2º Grau, não me lembro de ter faltado a uma aula se quer. Mesmo doente, e eu meus irmãos tínhamos que ir para a escola e todo o final do mês mostrar os nossos resultados da escola. Nos formamos com louvor, sem nenhuma nota vermelha, faltas, atrasos ou advertências por mal comportamento.

          Paulinho e Marquinhos eram irmãos gêmeos, não tão idênticos, mas nasceram no mesmo dia, Já Aninha era a mais velha dos meninos, Maria era a do meio e eu a caçulinha. O bebê da casa, a queridinha de todos…

          Quando o papai decidiu que teríamos que deixar nossa cidade, foi como se o Mundo estivesse caindo sobre nossas cabeças, mas tivemos que aceitar… aliás, não tivemos nenhuma escolha se quer…