Vai lá Brasil!!!

E Começaaaa o jogo…

É hoje que vamos soltar “o grito do peito” para torcer para nossa seleção brasileira. Muito gente esperava por esse momento…o momento de termos uma Copa do Mundo em nosso País…mas infelizmente o Governo brasileiro com a chamada corrupção, quase que nos tira essa alegria! Acho que é um pouco tarde para cobrar de uma única vez todo o mal que o Governo provoca na população brasileira, mas também acho que não podemos simplesmente cruzar os braços. Bom, o que fazer então? Agora vamos levantar os braços, fazer uma festa linda, torcer pelo nosso futebol e mostrar para a “Gringaiada” que não somos “Tupiniquins”, que não somos desordeiros, mal educados. Pelo contrário, o brasileiro é alegre, hospitaleiro e boa gente (alguns, claro). E depois que acabar tudo isso, de preferência em Outubro (esse ano tem Eleições), vamos dar a resposta nas Urnas.

Particularmente estou muito feliz com essa Copa e aqui em casa estamos fazendo os últimos preparativos para receber todos os convidados dos meus patrões. Eles compraram muitos enfeites verde-amarelo, muitas bandeiras da seleção, estamos preparando vários petiscos. Vai ser uma festa muito linda, ainda mais se o Brasil ganhar.

Lembrando:

Jogo: BRASIL X CROÁCIA

Horário: 17hs

Grito de guerra: Vai láaaaaaaaa Brasillllll !!!

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Sem meus Pais…

A tia Claudia nunca foi uma boa pessoa, mãe, muito menos uma boa tia. Sempre arrogante, dona da razão, impiedosa, muito rígida com os filhos e sobrinhos, rancorosa e ambiciosa, muito ambiciosa… só pensava em dinheiro e em ser rica. Tinha três filhos (um de cada pai), e nunca conseguiu um casamento sólido, feliz e muito menos um homem rico. As três gestações foram indesejadas, mas como o que importava para ela, era o dinheiro, a pensão alimentícia, casar-se era o de menos.

Morar na casa da tia Claudia não foi tarefa muito fácil, alias, foi uma prova muito difícil de passar, mas graças à minha irmã, que me ajudou incondicionalmente até minha definitiva recuperação.

Minha irma Maria começou a trabalhar como recepcionista de uma pequena imobiliária do Bairro que morávamos. Emprego conseguido por uma vizinha. Ainda tinha três anos de escola pela frente e meu maior sonho naquela época era completar 18 anos e sair daquela casa com minha irmã. Até que ela arranjou “o amor da vida dela” e foi embora, quer dizer, foi morar com ele. A Ana (a fugitiva rsrs), nunca mais tivemos notícias, depois que ficamos sabendo que ela havia ido morar no Rio de Janeiro com o namorado e três amigas. Meus irmãos gêmeos continuavam morando na mesma casa alugada por meu pai e estavam indo muito bem no trabalho, um deles já havia até sido promovido a supervisor em menos de 2 anos na empresa. Sempre que dava nos encontrávamos, foram os únicos que ainda não havia me abandonado.

Tive que aprender a caminhar com minhas próprias pernas. Não tinha apoio de ninguém, pelo contrário, minha tia só dificultava minha vida. Eu tinha que lavar, passar, cozinhar para todos, levar e buscar meus primos na escola, ser babá enquanto ela ia para as festas, não tinha tempo para me dedicar à minha escola então ela me deu duas opções: “ou a escola ou um teto!”… Optei pelo teto, já que não tinha para onde ir. Consegui pelo menos concluir o primeiro ano do ensino médio e definitivamente passei a ser sua empregada doméstica, quer dizer, sua escrava doméstica…

Um belo dia resolvi mudar (parece letra de música…rsrsrs), estava cansada daquela vida sofrida, sem amor, carinho, sem crescimento, aliás ela era minha tia, eu não havia feito nada para me odiar tanto, apesar de saber que ela odiava o Mundo e descontava todas as suas mazelas em mim… Dois anos depois, aos 17 anos fui morar com meus irmãos. Me aceitaram de braços abertos. Tia Claudia bem que tentou me levar de volta para casa mas meus irmãos à ameaçou procurar a justiça e denunciá-la por abandono de incapaz, já que sempre fugia à noite para as suas noitadas e deixava as crianças comigo…

Senti que minha vida estava começando a melhorar…

A volta e Tragédia

Como se não bastasse abandonar tudo o que meus pais já haviam conquistados na Capital, tivemos que passar por mais um problema que não estava programado. Meus irmãos, já maiores de idade e responsáveis por suas vidas (segundo eles), estavam gostando muito da independência e dos atrativos da cidade grandebateram o pé firme e não aceitaram voltar para Borá. SEndo assim, assumiriam o aluguel da casa e continuariam a trabalhar na fábrica. Minhas irmãs, tomaram uma atitude mais drástica: uma fugiu com um namorado que nem nós conhecíamos e a outra como no próximo mês já faria 18 anos, decidiu morar com a nossa tia, ajudando-a a cuidar da casa, e dos filhos da mesma.

Papai sofreu muito com essa divisão na família, foi muito difícil irmos embora deixando metade de nós em São Paulo.

Assim, pegamos o ônibus e voltamos para Borá… A partir daí só me lembro acordando em uma cama de hospital, entubada, os meus irmãos ao meu lado, chorando muito, minha mão esquerda muito ferida e minha perna engessada. Acordei dias depois….

Uma semana depois do acidente que levou embora meus amados pais, emfim, acordei. Me contaram tudo o que aconteceu: lembro que estava chovendo muito, o onibus derrapou na pista….e acordei no hospital uma semana depois. Meus pais e mais 20 pessoas não resistiram aos ferimentos. Não acreditei no que estavam me contando, pensei que era um sonho…queria que fosse um sonho, mas infelizmente eles se foram e me deixaram sozinha, abandonada, sem forças para continuar. Meus pais eram tudo para mim, mas Deus quis assim.

O acidente havia sido à quinze minutos de São Paulo e todos os envolvidos foram encaminhados para o hospital geral da cidade. Fiquei uns 15 dias por lá, e quando finalmente estava 60% recuperada, voltei para casa. Não para minha, mas para casa da minha tia. Não tinha para onde ir…era menor de idade…não podia ficar com meus irmãos, minha única opção era minha tia.

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Biografia e Infância

          Bom, não sou lá essas escritoras, que escrevem palavras, poemas ou frases bonitas, mas através de simples palavras tento descrever, sentimentos, emoções, “coisas”, e a vida. Como gosto de descrever sobre a vida, contar detalhes, ler e aprender coisas novas.
          Nasci no interior de São Paulo, na cidadezinha de Borá. Quando digo “cidadezinha” é porque ela é conhecida como o menor município do Brasil, claro que não é tão conhecida assim…É a melhor cidade do Mundo. Se dependesse de mim, não trocaria por nada
aquele lugar. Bom, mas tive que trocar…Tenho apenas 25 anos, mas uma maturidade de uma pessoa de 40 anos e espírito de uma de 15 anos. Moro sozinha e trabalho como empregada doméstica na casa de pessoas maravilhosas em São Paulo. 

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          Vivi uma infância maravilhosa com meus pais amados, dona Sonia e seu José. Meus irmãos Paulo, Marquinhos, Ana e Maria completavam minha família…uma verdadeira família. Minha mãe cuidava do lar e dos 5 filhos com muito amor, dedicação e disciplina, meu pai trabalhava em um sítio bem próximo da cidade.

          Praticamente 99,99% da cidade de Borá conhecia nossa família porque minha mãe vendia verduras e legumes vindos do sitio que meu pai trabalhava. Tínhamos uma pequena barraca vermelha montada na porta da nossa casa. Todos os dias pela manhã meu pai colhia os legumes e verduras fresquinhas na horta e levava para nossa barraca no qual vendíamos praticamente tudo.

          O chefe do meu pai era um homem muito rico e em gratidão aos mais de 20 anos de trabalho do meu pai, lhe presenteou com um “pedacinho” de terra para que dela pudéssemos aumentar nossa renda familiar. Foi aí que a mamãe teve a ideia de criar uma horta, algumas galinhas e porcos. Então todos os dias, o pai levantava muito cedo, ía até o sítio, fazia a colheita dos legumes maduros, levava até a mamãe e voltava para cuidar da fazenda.

          Meu pai era muito trabalhador e preocupava-se por demais da nossa família, porque, como ele próprio dizia, nós éramos o seu bem mais precioso. A mamãe, não tenho nem palavras para descrever o quão amorosa ela era com suas crias.

          Todos os dias pela manhã, eu e meus 4 irmãos ia para a escola. Até o término do 2º Grau, não me lembro de ter faltado a uma aula se quer. Mesmo doente, e eu meus irmãos tínhamos que ir para a escola e todo o final do mês mostrar os nossos resultados da escola. Nos formamos com louvor, sem nenhuma nota vermelha, faltas, atrasos ou advertências por mal comportamento.

          Paulinho e Marquinhos eram irmãos gêmeos, não tão idênticos, mas nasceram no mesmo dia, Já Aninha era a mais velha dos meninos, Maria era a do meio e eu a caçulinha. O bebê da casa, a queridinha de todos…

          Quando o papai decidiu que teríamos que deixar nossa cidade, foi como se o Mundo estivesse caindo sobre nossas cabeças, mas tivemos que aceitar… aliás, não tivemos nenhuma escolha se quer…