Concurso Público: Foco, Força e Fé

Esse final de semana encarei pela primeira vez, um dois meus maiores medos: a temida concorrência em um Concurso Público.

No domingo teve o concurso para Auxiliar de Promotoria do Ministério Público. Não achei difícil a prova, mas também acho que não passei. Seria muita pretensão da minha parte gritar que já passei, mesmo porque acertei apenas 80% da prova (conferido gabarito) e a quantidade de vagas é muito limitada.

Bom, mas como diz meu irmão: vamo que vamo! Pretendo começar a revisar todo o conteúdo do segundo Grau para começar a encarar outros concursos… não posso esquecer, claro, da minha faculdade, que por sinal é muito puxada e ocupa muito do pouco tempo livre que me sobra.

(***) Acho que não só eu, mas 99,999% da população sonha em ser um funcionário público, visando principalmente a estabilidade e os atrativos salariais. Desde que voltei a estudar já vinha com planos para me dedicar ao concurso público, mas era algo que estava em um dos últimos planos, pois não me via muito capaz de conseguir tal proeza. Até que consegui entrar na faculdade e tirar muito boas notas, minha motivação atingiu Level 100. rsrsrs..

Apesar de gostar muito do que faço (ser empregada doméstica), eu preciso pensar muito no meu futuro, pois não sei se amanhã ainda estarei trabalhando aqui, ou se meus patrões vão me querer ainda. Preciso pensar em crescer e não ficar na “mesmice” de sempre. Preciso ter foco e pensar que posso alcançar algo muito maior do que já conquistei até agora.

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Vida Nova, Novo emprego!

Dia 20 de Janeiro de 2008 fui contratada para trabalhar na mesma casa que a Dona Carmem trabalhou por 25 anos. Fui praticamente sua substituta. Ela me treinou, ensinou tudo o que ela sabia, explicou sobre a movimentação da casa, contou-me sobre cada um dos residentes naquele local (os donos), suas manias costumes, qualidades e até defeitos… ela conhecia cada fio de cabelo daquela família… Um mês depois ela se foi daquela casa para desfrutar sua aposentadoria…

No dia da contratação meu novo patrão e minha patroa me entrevistaram porque a dona Carmem deu ótimas referências. Acho que de cara gostaram de mim e pediram que no dia seguinte já trouxesse toda minha documentação para iniciar meu novo serviço.

No primeiro dia fui apresentada ao meu novo quarto. Tudo novinho, limpinho e cheiroso. Optei por morar no trabalho, por questões óbvias. A dona Carmem dormia lá apenas às segundas-feiras, pois ela tinha marido e filhos e precisava também dedicar-se ao seu lar. Quando entrei nele a primeira vez, fiquei muito emocionada, pois sabia que aquele cantinho era meu, só meu e não ia precisar dividir com ninguém. Tudo era especialmente branco naquele quarto: Minha cama, meu guarda-roupas, uma cômoda ao lado e um banheiro todo branquinho. O guarda roupas, muito espaçoso, cabia todas as minhas coisas e ainda sobrava. Dentro ainda havia um edredom para os dias de frio, um travesseiro e alguns lençóis e toalhas de banho para trocas.Tudo meu! rsrs… Bom, quando fui apresentada ao meu novo quarto minha própria patroa me disse que tudo naquele quarto era meu até quanto eu estivesse lá e tinha como dever conservá-los.

Dentre as minhas funções estava: acordar às 05hs para organizar o café da manhã para a família, até que a cozinheira chegasse (às 08hs), a partir daí realizar a limpeza e organização da casa, limpar os vidros das janelas 3 vezes por semana, lavar banheiros, entrar em contato com jardineiros e piscineiros (quando fosse preciso), cuidar para que todo o serviço de limpeza da casa estivesse dentro da perfeita ordem…Cuidar da alimentação dos cães da casa e por fim, o único cômodo da casa que não limpava era a cozinha…a mesma era de total responsabilidade da cozinheira, que a organizava e deixava a comida pronta.

Não vou dizer que sempre tive sonho de ser uma empregada doméstica, mas quando me ofereceram esse cargo era a oportunidade que tive de me livrar da minha tia e precisava de um ponto de partida para reiniciar minha vida. E porque não? Não vejo problema nenhum em ser empregada doméstica, aliás esse trabalho não é para qualquer um…

Crédito: noticias.universia.com.br

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